O enigma do medo…

 em Comportamento

Alguém me dizia que já não tinha medo do fim do mundo, mas receava, com preocupação, saber se ao fim do mês vai ter dinheiro para continuar a sustentar a sua sobrevivência.

A vida é pautada por momentos serenos ou resvalados para situações imprevisíveis que alteram o nosso estado psíquico, perturbando o natural e normal funcionamento das faculdades de raciocínio invadido pelo sentimento do medo no subconsciente da pessoa humana.

Hilariante e pouco credível é quando recebemos a euforia de alguém que se expressa em modo destemido, que não tem medo de nada ou de ninguém. Não é bem assim. Qualquer ser humano estabelece sempre um limite dda sensação subversiva do medo.

O medo pode transformar a nossa saúde numa situação patológica evolutiva da fobia, no sofrimento social e à exclusão gradativa individual ou colectiva da vítima, se não for levado em consideração um apoio da psicologia na vertente da “reestruturação cognitiva” como reaprendizagem na reposição do equilíbrio emocional da pessoa afectada.

Definido em formato sintético o enigma do medo, atravessamos um período de incertezas, de silêncios turbulentos e incómodos, contornados de máscaras temíveis na tranquilidade do percurso da nossa vida de paz e socialmente coesa.

Qualquer um de nós tem medo de perder o emprego, de ser alvo de uma doença incurável e degenerativa, de receber uma notícia do falecimento de um ente querido, perder a casa por incumprimento tributário ou do credor, ser atropelado ou inesperadamente ferido, ser toldado de uma ofensa com resposta impreparada, ser provido de uma angústia com pavor de a combater, estar impregnado num “mundo” imaginário de terror com medo de aceitar a realidade, viajar de avião, andar de barco porque não sabe nadar em caso de naufrágio, não saber lidar com um sismo, isto é, entre uma listagem infindável de circunstâncias relativas ao medo, classifica-se este fenómeno sentimental como uma aversão natural à pacatez imbuída na intensidade comportamental alocado ao desenvolvimento da nossa inteligência emocional.

O medo provoca traumas irreparáveis, uma grande parte é omissa pelo “status” da vergonha ou complexo de inferioridade. Promove distâncias de comunicabilidade social e empobrece a ligação saudável entre a mente e o corpo, o que leva a uma postura de desconforto, à depressão e outras causas clinicamente desfavoráveis.

O provérbio português induz a ideia extraordinária e sapiente de que “o medo é o pai da crença” ou “não tenha medo, que o mundo não acaba”. Todavia, na prática, qualquer um de nós numa situação de medo, nem sempre consegue debelar essa sensação dominante, levando algum tempo a ultrapassar esse desalento corporal e sensorial e o retorno à boa paz e tranquilidade da nossa forma natural e metafísica de caminhar na vida.

Alegar que tem medo como uma realidade ancestral no comum dos vivos, invoca uma concepção sequencial às convenções de um leque de interações mútuas identificadas aos padrões qualitativos da anatomia humana, isto é, sinônimo de “fisioterapia” psíquica e corporal na produção transversal de sintomas sentidos na conjunção de outras causas patológicas em que o medo é parte de “companhia infernal” a tempo inteiro na vivência de quem não consegue suprimir esta chaga silenciosa, responsável na maioria das vezes, e o isolamento e diminuição dos padrões qualitativamente sociais, econômicos, profissionais, comunitários, familiares e na destreza da pessoa afetada.

Link: https://bit.ly/2TdkOUW

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