CEO explica por que as empresas devem estar preparadas para a Gestão 4.0 e as novas lideranças corporativas

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Os modelos de negócios estão sendo repaginados com a transformação digital. Os empreendedores têm que estar atentos às novas mudanças e a gestão ganhou novos rumos para se adaptar às exigências e do mercado.

O cenário corporativo está em constante evolução e vem acontecendo cada vez de forma mais rápida graças à era da tecnologia. Devido a essa necessidade, surge a chamada Gestão 4.0, com uma forma de administração mais flexível, interativa e aberta, que tem sido implementada por empresas dos mais variados portes e segmentos.

De acordo com Sandra Dias, Strategic Business Coach, conselheira de presidentes de empresas e CEO da LPM Global Relations, o surgimento da Gestão 4.0, vem da necessidade que os consumidores têm de falar e de interagir com a marca que consomem e de serem tradados de forma mais pessoal pela mesma.

– Esse modelo utiliza a tecnologia e a inteligência para renovar a administração empresarial, tendo como foco a expectativa e as experiências dos consumidores (internos e externos). Isso muda a forma com que as empresas se relacionam tanto com seus clientes quanto com os seus colaboradores.

Segundo a pesquisa “Be the New Digital Enterprise“, desenvolvida pela Accenture, as corporações que abraçam a Transformação Digital são 26% mais lucrativas do que as que não optam pela modernização do negócio.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o setor industrial representa hoje menos de 10% do PIB, participação que caiu pela metade nos últimos 20 anos.

Segundo levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano. Essa economia envolve ganhos de eficiência, redução nos custos de manutenção de máquinas e consumo de energia.

Ainda segundo a CEO, o mundo está conectado e as empresas precisam estar cada vez mais atentas a todas as novas plataformas e transformações para não perderem o rumo de seus negócios e seus clientes não ficarem sem competitividade.

– Em um momento de transformação digital, as empresas vêm modificando a maneira de administrar os negócios, com o objetivo de darem vazão às mudanças de comportamento do consumidor final e do mercado como um todo, mas o principal é primeiro mudar a sua forma de pensar.

Com a Gestão 4.0, os líderes acabam desempenhando um novo papel, atuando mais como facilitadores e agregadores do que meramente um tradicional CEO. Em virtude disso, o desafio do gestor está em entender o seu potencial e de sua equipe, a fim de criar uma estrutura organizacional capaz de extrair o melhor das competências estratégicas de cada colaborador.

Sob o contexto dessa gestão, as habilidades que mais oferecem um diferencial na hora de lidar com o cliente interno e externo são as que envolvem capacidade de solução de problemas, inovação, intraempreendedorismo, feeling, curiosidade, criatividade, inteligência emocional e social e tomada rápida de decisões de impacto. O gestor 4.0 se preocupa com o desenvolvimento pessoal e profissional de sua equipe, estimula a todos por meio de feedbacks evolutivos, sendo também generoso.

Sandra disse ainda que essas mudanças avançam de forma ainda mais significativa quando o principal líder precisa manter alguns movimentos de mercado que contribuem para acelerar esse processo de transformação.

– A capacidade de se antecipar às tendências e de ser protagonista dessas mudanças é uma das principais habilidades esperadas do gestor 4.0, que deve protagonizar a simbiose entre as inúmeras frentes de inovação vindas da Industria 4.0, equilibrando a aplicação de novas habilidades com as reais necessidades do negócio, de maneira a fortalecê-lo, disse Sandra.

Ainda segundo ela, esse novo contexto requer que os CEOS acompanhem de perto o direcionamento e a estratégia da empresa com o olhar voltado não apenas para suprir as demandas operacionais, como também para guiar a transformação rumo ao futuro da companhia e a excelência na entrega dos resultados esperados pelo conselho.

Com uma geração de profissionais acostumados com a comunicação, as redes sociais e ao acesso rápido à informação, a posição do CEO torna-se central e marginal, hierarquicamente precisa estar acima e abaixo, sem deixar de aprender com o comportamento dos novos executivos, completando sua gestão com executivos sêniores.

Link: https://bit.ly/2Wl9OdP

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